sábado, 4 de janeiro de 2014

Caso clinico

1. CASO

Lucas nasceu de uma gravidez muito desejada, bem acompanhada, e de parto normal. Nasceu aparentemente muito saudável, e no primeiro ano de vida estava dentro dos padrões normais de desenvolvimento de uma criança.
Quando ele tinha por volta de (um ano e meio) começamos a perceber mudanças em seu comportamento. A primeira delas foi: que ele não estava mais falando nada. Antes disso ele já falava algumas palavras como: agua, carro, dá, não, lua, caiu, entre outras. A segunda mudança percebida foi o fato de não atender pelo seu nome. E daí por diante, percebemos muita coisa estranha com ele. passou a estranhar as pessoas que chegavam em nossa casa, a ter crises de choro na madrugada, crises de risos, e muitas vezes se assustava sem motivo aparente, ele ficava todo rígido e imóvel enquanto gritava, parecia estar vendo um mostro.
Lucas parou de fazer tudo que fazia antes: ele não brincava mais com outras crianças, nem aceitava mais o carinho das pessoas, nem olhava mais nos olhos, nem atendia mais a comandos simples como: vem cá, saia daí, desça, pegue, em fim.

Confesso que isso tudo me deixou muito assustada e confusa. Eu e o pai de Lucas ficamos literalmente malucos. Eu jamais imaginei que pudesse acontecer coisa igual comigo. tentávamos acreditar que tudo ia passar logo, que era uma fase, pra aliviar a o medo que estávamos sentindo diante desse fato.

Após muitas consultas com pediatra, ela observou certos traços típicos nele, mas não nos falou logo.
Ela nos encaminhou para uma neuro psiquiatra que também não nos deu nenhuma resposta. Essa medica pediu um monte de exames tipo: tomografia, ressonância, eletro encefalograma. metabolismo da urina, fundo de olho entre outros, os quais deram todos normais. Esses exames foram repetidos após um ano e seu resultado novamente deram normais.
Foi quando essa neuro, nos aconselhou a procurar uma psiquiatra pois teria suspeita que Lucas fosse uma criança autista. Então fizemos isso e após contar a historia do Lucas ela confirmou que ele era sim uma criança autista. Lucas estava agora com 3 anos mais ou menos.

Mesmo antes da medica confirmar, já esperávamos, pois tudo nele indicava pra isso. Mas a confirmação dessa medica caiu pra nós como uma bomba. Foi a coisa mais chocante que já pude vivenciar. Eu e o pai dele, fomos tomados por um sentimento de dor e incertezas muito grande.

Após todo o sofrimento, e diante de muitas incertezas, procuramos ter força e esperança pra poder lutar junto com o lucas, pois vimos que essa seria a maneira mais certa de ajuda -lo.
Desde então, passamos a buscar todas as informações possíveis sobre o autismo, e também por tratamento pro Lucas. Conseguimos um tratamento pra ele no qual esta a 3 anos.

Lucas hoje é uma criança muito alegre e sapeca, tem muito carinho pelo seus pais e também pelas pessoas que convivem com ele. Gosta de musica e de dvds, tem paixão por eletrônicos e já consegue usar o computador. Ele esta desenvolvendo mesmo que devagar, mas ainda tem muito a prender.
Estamos trabalhando muitas questões com ele, como o limite, a alimentação, higiene pessoal, e a fala. Estamos nos desdobrando entre tratamento e escola com ele. Em casa também tentamos ensina-lo da melhor forma possível. Não é nada fácil lidar com uma criança autista, são muitas as dificuldades no dia-dia. As vezes temos que abrir mão de muitas coisas pra cuidar dele, nem sempre podemos contar com a ajuda de familiares e o cansaço e o stress são inevitáveis. Vivo com  esperança e angustia.  São muitos os obstáculos, poucos os recursos voltados pra esse assunto mas, é grande a vontade de vencer e o amor q temos pelo nosso anjinho autista.

Espero sinceramente, que Lucas possa se tornar uma pessoa independente e que seja respeitado por sua diferença. E espero também que no futuro os pais tenham a sorte de ter um filho assim, possa contar com uma sociedade mais informada a respeito do autismo que é algo hoje tão comum.

ROSIMERE
LUCAS 7 anos.


2.  CASO

Quero compartilhar com todos a história do nosso Gabriel
Em Junho de 1999. Nasceu nosso Gabriel Camargo Urbanski, um filho muito desejado, a vinda de um filho sempre nos enche de alegria e esperanças

Começamos a notar diferenças no comportamento do Gabriel , a partir da festinha do primeiro aniversário.
Notávamos que Gabriel não fixava atenção naquilo que falávamos , os seus interesses  eram por coisas que, para nós, não tinha o menor sentido, como : ouvir a máquina de lavar roupa, girar tampas de panelas , e também não demonstrava interesse pelos seus brinquedos bolas, carrinhos coisas que normalmente as crianças amam..
Mas ainda assim, o que mais nos chamava a nossa atenção era a ausência da linguagem, isso era algo que nos incomodava sobre maneira, afinal, não conhecíamos o AUTISMO e muito menos suas características , achavamos estranho aquele atraso da fala, reclamávamos com o pediatra, mas ele sempre nos dizia que cada criança tem seu tempo para o seu desenvolvimento.

E como nós, não tínhamos experiências com criança, era nosso primeiro filho....dei crédito ao "profissional" , mas descontente !! por que algo parecia não estar certo, e resolvemos ir além....
Com quase dois anos e meio procuramos outros médicos e fizemos vários exames, dentre eles o BERA, (uma audiometria mais aprofundada) e nada.
A partir desta idade os traços destes comportamentos “estranhos” foram se acentuando e ficando mais visíveis, e quem associou todos estes comportamentos do Biel ao AUTISMO foi meu pai.
Lembro-me daquele dia como se fosse HOJE!!
Sentimos muito!!! , afinal você nunca imagina ter um filho com algum tipo de “problema” ou dificuldade, pelo contrário, nunca esperamos acontecer com a gente, sempre idealizamos o melhor, e isso vai se formando em sua cabeça como uma história de vida do seu filho, você começa a imaginar ele dando os primeiros passinhos e até as primeiras palavrinhas: mamae.. papai. esse é todo um sonho que você idealiza para seu filho e para você.
Acho que posso definir o meu sentimento naquela momento como uma dor de morte! Toda aquele sonho  que havíamos  planejado, almejado...não passaria de um sonho! É como se tivéssemos que enterrar tudo que construímos em nossos corações
Muito difícil mesmo

A gestação do Gabriel foi um sonho que se tornava
realidade, mas que depois, (devido a nossa desinformação), parecia que o final não estava sendo feliz

Começou a busca! O levei em vários neuros os quais, alguns se mostraram totalmente desinformados ( HOJE AFIRMO ISSO), que , estes “profissionais” sem nenhuma análise mais aprofundada, sem primeiro recomendar as intervenções ao Gabriel para ver como ele responderia e poder dizer algo mais específico, NÃO!! já foram dizendo que: " o Gabriel nunca iria jogar bola!!! ou " que Gabriel não era autista...mas que tinha um problema da família do autismo, (olha que absurdo!!)...e alguns brincaram , dizendo : deve ser tio ou avô do problema .. ( ou seja, algo parecido com autismo))...VOCÊS ACREDITAM que um especialista possa falar isso?
Bom para resumir ACREDITAMOS no GABRIEL, passamos a buscar conhecimento sobre aquilo que iríamos lidar, afinal tínhamos duas escolhas:
1º Ou aprendíamos sobre o autismo e lutávamos para incentivar o Gabriel ser uma criança dentro de um desenvolvimento mais favorável possível ou
2º O AUTISMO DOMINARIA nossas vidas literalmente falando
... logicamente a primeira escolha era a melhor opção.
Enfrentamos o problema e ajudamos o Biel!!!

Hoje afirmo a todos que, Terapias diversas, como : terapia ocupacional fonoaudiologia, são positivas para fazer o autista retornar ao nosso mundo e compreende-lo, mas é muito importante a participação dos pais nesses trabalhos .
Nesses anos de convivência com o Gabriel,vimos seu enorme
progresso. Ele tem o cognitivo preservado, o que ajuda muito, claro! Hoje é verbal ( porém sua fala é ainda comprometida) mas graças a Deus ele só tem demonstrado
progressos .
Ele foi reavaliado por um especialista recentemente, e seu diagnóstico é que tem AUTISMO ATÍPICO sem comprometimento ou problema mental , ..é uma criança que não sofre com regressões, tem um QI na média,.

Um fator importante para evolução dos nossos filhos é o fator LIMITE que não podemos deixar de aplicar, e que, na minha opinião, é o ponto de partida para todo um crescimento e amadurecimento na vida, inclusive na deles !

Outra fator muito importante é a harmonia no lar, um tanto difícil nos dias conturbados de hoje.
Mas podem acreditar, um mínimo sinal de desajuste, eles captam , são muito sensíveis, e quando isto acontece, eles caem em profunda dor, e como, na maioria das vezes, não sabem se comunicar, não sabem passar para nós o que estão sentindo, gera dentro deles uma tristeza profunda e, por fim, a desistência de muitas coisas.
Creio que este desenvolvimento do Gabriel se dá ao grande amor
e confiança que nós depositamos nele diariamente, e também em nós e isso ele percebe.
E sempre respeitamos o seu tempo !

Resolvemos dar este depoimento porque
é fundamental dividirmos nossas experiências.
Se precisarem de mim podem me procurar
MSN:
herikacamargo@hotmail.com
 


2.  CASO
 
 

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